Empresários de Cascavel falam sobre 2018

Gestores da Beta X Educação & Gestão apresentam relatório que cruza indicadores nacionais com a opinião dos donos e diretores de empresas locais.

Autor: Lincoln Carrenho e Alexandre Minghini

Durante os dois primeiros meses de 2018, após uma exaustiva agenda de reuniões e conversas otimistas, os gestores da Beta X Educação & Gestão, Lincoln Carrenho e Alexandre Minghini apresentaram um termómetro do que pensa o empresário da região de Cascavel, em comparação com o que vem sendo apresentado por indicadores reconhecidos nacionalmente.

“Uma coisa é fato, teremos uma melhora para quem souber aproveitar o cenário”, com essa frase, o professor e empresário, Lincoln Carrenho, resumiu a intenção de recuperação dos empresários entrevistados. Para o mestre em gestão e sucessão de empresas familiares há uma forte crença e intenção de “preparar a casa” para aproveitar toda e qualquer nuance de retomada que a economia possa propiciar. Muito heterogênea, a região de Cascavel possui indústria, varejo, agronegócio e um segmento de serviços muito forte. Porém, nem todos foram atingidos pela crise dos últimos anos e, ainda assim, durante a rodada de entrevistas com empresários, foi possível perceber diferentes abalos e números diversos.

Segundo comenta o especialista e gestor de projetos digitais, Alexandre Minghini, alguns empresários até puderam aproveitar positivamente o período ruim. “A frase, enquanto uns choram, outros vendem lenço nunca fez tanto sentido”, citou Minghini explicando que o agronegócio segurou as pontas do país e revendas de peças também puderam manter as metas dentro das expectativas. “Olha que interessante essa situação, com a economia ruim, produtores rurais, por exemplo, não trocaram a colheitadeira, mas aproveitaram para investir em peças de reposição e manutenção, o mesmo me foi citado no mercado automotivo para consumidor comum. Isso fez um segmento, o varejo de peças, manter-se forte”, revelou.

Expectativas para 2018

O cenário se mostra favorável para 2018 apesar da pressão por definições políticas de sucessão no campo legislativo, mas, principalmente no executivo. A tendência e a esperança é que se firme no papel sucessório um modelo de gestão pública focada ao centro que tenha como prioridade reformas para destravar as alavancas econômicas.

A economia global mostra crescimento sincronizado e o Brasil pode aproveitar a onda de crescimento e de ajustes no mercado internacional para se posicionar como expoente. Positividades são esperadas este ano pelo resultado de planejamentos ativados nos momentos ruins que vivenciamos e nada se refere aos eventos que teremos no calendário. “Claro que varejo de consumo citou a Copa do Mundo como uma data esperada, mas os demais empresários de outros segmentos pontuaram de forma firme a insignificância deste evento para o seu negócio neste ano”, explicou Carrenho.

Como exemplo, vejamos o que foi fruto de reformas e avanços desde 2016:

  • Vigência do teto dos gastos e ajuste para-fiscal;

  • Reforma trabalhista e sindical,a Aprovação TLP;

  • Projetos de concessões (cessão onerosa e Eletrobras):

  • Contas externas ajustadas;

  • Ausência de preços reprimidos.

 

Já para os próximos meses é esperado uma desalavancagem das famílias, por consequência teremos abertura de espaço para consumo. Em um de seus depoimentos colhidos, Minghini conta que um empresário citou o calendário de pequenos restaurantes no entorno de sua empresa como um ótimo termómetro de crise. “Lembro bem que em 2017 ainda era possível observar mesas lotadas no início dos meses, aqui nos restaurantes que frequentamos, mas próximo ao fim do mês, apenas poucos pratos sendo servidos. Isso é um grande sinal de crise e em 2018 temos a impressão que isso está mudando”, comentou um diretor que não costuma almoçar fora de casa.

Estoques e emprego em níveis ajustados farão com que a produção industrial e contratações acelerem. Há nesse ponto uma reclamação dos empresários quanto à qualidade de quem busca emprego em Cascavel e Região. “Eu estou com uma vaga de engenheiro aberta, mas quando o candidato descobre que não vai trabalhar de camisa limpa no ar condicionado, mas que terá que dar suporte para o trator no campo, no sol… Logo desiste. E olha que a vaga oferece praticamente o dobro do que uma concessionária, ou garagem”, comentou um diretor sobre o despreparo e descaso dos candidatos.

Ausência de pressões inflacionárias manterá a taxa Selic baixa a maior parte do ano. “A eleição só mudará esse padrão se escolhermos o pior dentre os candidatos”, disse um diretor após ser perguntado sobre o poder que as eleições poderão ter sobre a estabilidade da economia.

Em duas visitas feitas pela equipe da Beta X foram confidenciados planos de expansão. “Pude presenciar uma explicação sobre a ampliação da linha de montagem de peças em uma grande indústria e um plano de contratação para abraçar um novo segmento de um reconhecido distribuidor”, comentou Carrenho. Isto é reflexo claro de uma melhora no balanço das empresas, o que tem acarretado uma maior alavancagem operacional.

A indústria correndo por fora

Não é só o agronegócio que pretende manter índices de crescimento. A recuperação da produção industrial demonstra possível fortalecimento das relações econômicas para 2018 – 2019. Assim também, o PIB em 2018 deve se manter em crescimento e dentro da faixa de 2,5%, porém a inflação ainda irá se manter próxima da meta, pois, mesmo com o crescimento do PIB e do consumo, haverá cautela nos próximos dois anos.

A taxa Selic a um nível competitivo, deve manter o crédito ativo e principalmente os investimentos no mercado em alavancagem fazendo com que o crescimento de setores exponenciais venham a diminuir a taxa de desemprego e impulsionar o consumo médio das famílias.

Principais desafios

Além de investimento interno, ou seja, na opinião dos entrevistados, treinamento e capacitação deve estar no foco das empresas cascavelenses, “teremos que aumentar a taxa de investimentos em tudo que nos fortalece e atuar diretamente para que possamos contabilizar o crescimento da economia”, comentou um dos entrevistados que atua no varejo local.

Por ser um ano eleitoral e por se observar o país imensamente dividido politicamente, a comunidade empreendedora deverá lutar muito para equacionar as contas públicas. “Não acredito que as eleições, ou melhor, o período pré-eleições poderão fazer alguma diferença impactante na economia local, veja bem, local! Mas, é certo que teremos uma guerra por votos e uma luta grande por atenção dos candidatos. E isso será potencializado pela população cobrando a situação e exigindo energia da oposição”, explicou um dos entrevistados.

Para Minghini que atua com gestão e planejamento de marketing por meio das redes sociais, o que se verá é uma verdadeira batalha na tela do celular. “Tem muita mentira que virará verdade no Facebook e Whatsapp. Apesar de ferramentas ótimas para posicionamento de um negócio ou campanha, a internet tende a virar palco pra maluco e a sociedade deverá pressionar sem dó os candidatos e os políticos atuais. Afinal, ninguém aguenta mais a promessa das reformas que nunca saem do papel, como da previdência”, disse.

Por fim, uma missão para facilitar a vida do pequeno empresário e do consumidor que mesmo dentro de um ciclo vicioso de dívidas precisa manter o consumo e ajudar na retomada do crescimento econômico do país. Segundo o Lincoln Carrenho resume: “É preciso criar condições para uma redução estrutural do juro real. Sem isso, o empresário mantém baixas reservas e o consumidor final fica preso nas dívidas existentes e não voltará a consumir como o mercado espera que aconteça”, explicou o consultor.

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